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Notícias

07/04/2022

Manejo adequado melhora desempenho do frango de corte


Manejo adequado melhora desempenho do frango de corte

Médico veterinário Rodrigo Tedesco abordou os desafios no controle do aquecimento e qualidade de ar e o especialista Steve Leeson discorreu sobre os impactos econômicos do empenamento

As boas práticas desempenhadas em cada etapa do desenvolvimento das aves têm consequência direta na produtividade das matrizes. O cuidado com aquecimento e qualidade de ar na fase inicial do frango de corte é fator fundamental para que o lote atinja seu potencial. Por isso, o 22° Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) trouxe o médico veterinário Rodrigo Tedesco para abordar o tema no bloco Manejo e Nutrição desta quinta-feira (7), último dia do evento que acontece no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC).

Tedesco abriu a palestra salientando que, antes de se pensar na temperatura do alojamento, é necessário garantir as condições corretas de ambiente nas etapas anteriores da cadeia avícola. Ele revisou pontos importantes da área de incubação e transporte das aves de 1 dia e tratou os impactos da umidade e da temperatura no peso, conversão alimentar e mortalidade dos pintinhos.

O controle do ambiente é um dos principais desafios da avicultura moderna, especialmente por conta das variações climáticas enfrentadas em cada estação e os altos custos das instalações. “Cada aviário deve ter capacidade de aquecimento mais do que suficiente para garantir o fornecimento da ventilação necessária e conservar a temperatura independente da época do ano. O valor também deve ser distribuído de maneira igual, pois pode comprometer a uniformidade das aves.”

Nos primeiros dias de vida das aves, a atenção com o aquecimento deve ser redobrada, isso porque os pintinhos são mais propensos a sofrer caso as condições de temperatura e ambiência não sejam corretas. “Para se ter êxito no aquecimento da fase inicial é fundamental que o cálculo para a definição da capacidade de aquecimento tenha levado em conta os desafios ambientais, como a temperatura mínima no período de inverno, e as características dos materiais utilizados na construção do aviário, por exemplo, capacidade de isolamento térmico de cada material”, afirmou.

A temperatura da cama quando é feito o alojamento dos pintinhos é imprescindível, por isso o pré-aquecimento do aviário é obrigatório. “Os galpões devem ser pré-aquecidos por tempo suficiente para que se atinja a temperatura ideal da cama, de pelo menos 28 a 30°C, antes da chegada dos pintinhos. A temperatura e a umidade relativa (UR) devem ser estabilizadas nos valores recomendados para garantir um ambiente confortável para os pintinhos, na chegada ao aviário.”

O sistema de ventilação não fica para trás na ordem de importância. “É uma ferramenta de manejo usada para tentar oferecer o máximo de conforto às aves, independentemente das condições ambientais. A ventilação tem como finalidade manter os níveis adequados de qualidade do ar e manter as aves em conforto térmico”, afirmou o especialista.

Tedesco ressaltou que a observação do comportamento das aves é o principal caminho para saber se a ventilação e a temperatura estão adequadas ou precisam ser revistas. “Use o comportamento das aves para determinar a condição correta. Observe o galpão, entenda se as aves estão distribuídas uniformemente, se elas estão se comportando de forma desejada e como está a atividade nos comedouros e bebedouros”, finalizou.

EMPENAMENTO E IMPACTOS ECONÔMICOS

Ainda nos debates sobre manejo, o professor do Departamento de Ciência Animal e Avícola da Universidade de Guelph, no Canadá, Steve Leeson, discorreu a respeito dos impactos econômicos e produtivos do empenamento em frango de corte.

As lesões na epiderme estão entre as principais causas de condenação no setor. Para combater essas complicações, o empenamento é uma etapa fundamental no desenvolvimento das aves, que pode garantir maior proteção e qualidade da pele e, desta forma, reduzir perdas.

“Os principais problemas que encontramos a respeito deste tema são situações em que o empenamento ocorre de forma lenta e pobre, penas quebradiças, questões comportamentais, como o hábito das aves de lamber as penas, além do impacto na qualidade da carcaça e necessidade de energia de manutenção no caso dos frangos de cortes, bem como o impacto na fertilidade das aves reprodutoras”, explicou.

Steve também reforçou a importância da atenção com a nutrição, temperatura e manejo para que exerçam uma influência positiva no empenamento. “Práticas de manejo, mudanças genéticas e processos ligados à nutrição interferem para um bom resultado no empenamento de frangos de corte. O produtor precisa estar atento com as temperaturas de incubação e criação, a densidade de estocagem, os programas de vacinação, a intensidade da luz e garantir que as aves recebam os níveis de zinco e iodo adequados”, destacou o especialista.

APOIO

O 22º SBSA tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC (CRMV/SC), da Embrapa, da Prefeitura de Chapecó, do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

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