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3 anos atrás

Nucleovet está atento à prevenção da influenza aviária

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O Brasil é referência mundial na avicultura e o principal exportador de carne de frango, sendo o estado de Santa Catarina o segundo maior produtor e exportador de aves do país. O sucesso da cadeia produtiva se dá pela excelente sanidade e o envolvimento de todos os representantes do setor: produtores, técnicos, agroindústrias, entre outros.

Porém, os recentes casos de Influenza Aviária em países vizinhos do Brasil têm preocupado o setor. Para reforçar as medidas de biosseguridade da avicultura nacional, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, em fevereiro, o livro “Diálogos para prevenção da Influenza Aviária”, que integra a série “Diálogos para a saúde única no campo”. A proposta é ser uma ferramenta de ensino e aprendizagem para que seja aplicado, por técnicos, em projetos educativos com pessoas que vivem e trabalham nos territórios rurais.

A primeira parte do livro contém capítulos introdutórios com informações básicas para o entendimento do tema. Na segunda parte é apresentada a metodologia de ensino-aprendizagem e, na terceira, podem ser visualizados todos os materiais didáticos que foram confeccionados para o livro, como roteiros das mensagens de voz, textos e cartazes.

A Influenza Aviária é uma doença provocada por um vírus, muito contagiosa, que pode afetar a saúde de aves domésticas e silvestres. Os vírus apresentam diferentes subtipos (H5N1, H5N2, H5N3, H5N6, H5N8, etc) e têm a capacidade genética de se modificar com grande rapidez. Nas aves, a doença afeta grande quantidade de animais e provoca mortalidade elevada. Os principais sinais clínicos observados são: falta de coordenação motora, torcicolo, dificuldade em respirar e diarreia.

O livro explica que o principal fator de risco de transmissão da Influenza Aviária é a exposição de aves silvestres migratórias infectadas com o vírus às aves domésticas (produção, estimação e silvestres nativas). O período de migração de aves para o hemisfério sul inicia no mês de novembro e segue até março ou abril do ano seguinte, sendo que o vírus causador da doença pode permanecer por até oito meses no ambiente. Por isso, é fundamental adotar ações de prevenção.

Com os registros de focos da doença em aves silvestres e domésticas em alguns países próximos ao Brasil, como Colômbia, Venezuela, Chile, Equador, Peru, Bolívia, Uruguai e Argentina, é fundamental a execução cuidadosa das medidas de biossegurança para diminuir os riscos da entrada e de biosseguridade nos estabelecimentos de produção de aves, para evitar a disseminação da Influenza Aviária no país.

O Nucleovet está atento ao tema e também às medidas de prevenção na realização do 23º Simpósio Brasil Sul de Avicultura. A entidade reforça que, em um simpósio que sempre busca compartilhar o que há de melhor, a segurança é prioridade. Por isso, apresenta o SBSA em versão híbrida, permitindo ao público estrangeiro ter acesso remoto a toda inovação, desenvolvimento e evolução do mercado abordados no evento. O Nucleovet também recomenda o cumprimento das diretrizes de quarentena recomendadas pela Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA) para os participantes do SBSA.

O livro do MAPA está disponível aqui.

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