O Brasil é referência mundial na avicultura e o principal exportador de carne de frango, sendo o estado de Santa Catarina o segundo maior produtor e exportador de aves do país. O sucesso da cadeia produtiva se dá pela excelente sanidade e o envolvimento de todos os representantes do setor: produtores, técnicos, agroindústrias, entre outros.
Porém, os
recentes casos de Influenza Aviária em países vizinhos do Brasil têm preocupado
o setor. Para reforçar as medidas de biosseguridade da avicultura nacional, o
Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, em fevereiro, o livro “Diálogos
para prevenção da Influenza Aviária”, que integra a série “Diálogos para a
saúde única no campo”. A proposta é ser uma ferramenta de ensino e aprendizagem
para que seja aplicado, por técnicos, em projetos educativos com pessoas que
vivem e trabalham nos territórios rurais.
A primeira parte
do livro contém capítulos introdutórios com informações básicas para o
entendimento do tema. Na segunda parte é apresentada a metodologia de
ensino-aprendizagem e, na terceira, podem ser visualizados todos os materiais
didáticos que foram confeccionados para o livro, como roteiros das mensagens de
voz, textos e cartazes.
A Influenza
Aviária é uma doença provocada por um vírus, muito contagiosa, que pode afetar
a saúde de aves domésticas e silvestres. Os vírus apresentam diferentes
subtipos (H5N1, H5N2, H5N3, H5N6, H5N8, etc) e têm a capacidade genética de se
modificar com grande rapidez. Nas aves, a doença afeta grande quantidade de
animais e provoca mortalidade elevada. Os principais sinais clínicos observados
são: falta de coordenação motora, torcicolo, dificuldade em respirar e diarreia.
O livro
explica que o principal fator de risco de transmissão da Influenza Aviária é a
exposição de aves silvestres migratórias infectadas com o vírus às aves
domésticas (produção, estimação e silvestres nativas). O período de migração de
aves para o hemisfério sul inicia no mês de novembro e segue até março ou abril
do ano seguinte, sendo que o vírus causador da doença pode permanecer por até
oito meses no ambiente. Por isso, é fundamental adotar ações de prevenção.
Com os
registros de focos da doença em aves silvestres e domésticas em alguns países
próximos ao Brasil, como Colômbia, Venezuela, Chile, Equador, Peru, Bolívia,
Uruguai e Argentina, é fundamental a execução cuidadosa das medidas de
biossegurança para diminuir os riscos da entrada e de biosseguridade nos
estabelecimentos de produção de aves, para evitar a disseminação da Influenza
Aviária no país.
O Nucleovet está atento ao tema e também às medidas de prevenção na realização do 23º Simpósio Brasil Sul de Avicultura. A entidade reforça que, em um simpósio que sempre busca compartilhar o que há de melhor, a segurança é prioridade. Por isso, apresenta o SBSA em versão híbrida, permitindo ao público estrangeiro ter acesso remoto a toda inovação, desenvolvimento e evolução do mercado abordados no evento. O Nucleovet também recomenda o cumprimento das diretrizes de quarentena recomendadas pela Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA) para os participantes do SBSA.
O livro do
MAPA está disponível aqui.