LUCAS PIROCA
Presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet)
Na produção
animal, seja na área acadêmica, científica ou empresarial, diversos
profissionais atuam sinergicamente para a constante evolução que podemos
acompanhar. Dentre estes destaco aqui dois respeitáveis atores – o
médico-veterinário e o zootecnista – os quais prestaram e prestam excepcionais
serviços ao nosso País, protagonista do agronegócio mundial. Muitas conquistas
brasileiras foram possíveis graças à excelência da formação técnica desses dois
profissionais, do seu engajamento com os programas públicos e privados e do seu
comprometimento com as metas de produção e produtividade que o País se impôs
para tornar-se tão importante player na área de proteína animal.
As duas atividades são autônomas e
complementares e, ambas, foram regulamentadas no ano de 1968. O exercício da
profissão de médico-veterinário foi regulamentado pela Lei 5517 de 23/10/1968 e
a profissão de zootecnista pela Lei 550 de 04/12/1968. Antes mesmo disto, mas
em especial de lá para cá, médicos-veterinários
e zootecnistas foram essenciais, cada um segundo suas expertises, na construção
de um regime de sanidade, produtividade e bem-estar animal nas cadeias
produtivas de aves, suínos, bovinos, equinos, ovinos e bubalinos. Também
atuaram com afinco na implantação do avançado sistema de produção
agroindustrial nas cadeias da carne que garantiu ao Brasil liderança no mercado
mundial e consistentes resultados na balança comercial.
O trabalho
desses dois profissionais – ao lado dos produtores rurais, das agroindústrias,
das cooperativas, dos organismos estatais e de tantos outros profissionais do
agro – resultou em uma condição extraordinária para o Brasil, cujas evidências
mais retumbantes são os excelentes índices produtivos juntamente a ausência das
epizootias em território brasileiro, como a peste suína africana (PSA), a gripe
aviária, a febre aftosa, entre outras, que grassam em muitos países,
vergastando suas cadeias produtivas.
A
valorização, a harmonia e a integração das duas profissões é uma tradição na
esfera do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet).
Recentemente, em uma assembleia geral extraordinária, aprovamos uma
modernização dos estatutos sociais com a criação de um fundo de reserva, a
criação do Conselho Consultivo e a inclusão dos zootecnistas no quadro de
associados. A efetiva presença dos zootecnistas no quadro social e em todas as
atividades do Nucleovet já era uma realidade concreta – agora é uma realidade
concreta e formal na estrutura jurídica da entidade. O público em geral e os
atores das imensas cadeias do agronegócio brasileiro se acostumaram com a intensa
participação desses profissionais no cotidiano do sistema de produção, seja na
academia, no campo ou nas indústrias. No Nucleovet não é diferente. Seguimos
juntos com a responsabilidade de impulsionar o coração que impulsiona as vidas
e a economia de nossa região e País.
O Nucleovet
completou 50 anos em 2021. Fundado em 9 de outubro de 1971, foi um dos
primeiros núcleos criados
Nessa caminhada, passou a promover três dos principais eventos técnicos do Brasil e da América Latina que se tornaram referências em transferência de conhecimentos, aperfeiçoamento da classe, desenvolvimento de novas tecnologias, assim como troca de experiências nessas áreas: o Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), o Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) e o Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL).