Aspectos sobre manejo, aquecimento, ventilação, inlets, bebedouros e iluminação em granjas de frango de corte foram alguns dos temas abordados pelo médico veterinário e especialista de frangos de corte e suporte em ambiência para a América do Sul da Cobb-Vantress, José Luis Januário, no 21° Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), que encerrou nesta quinta-feira (8). Januário explanou sobre o tema “Recuperando os conceitos básicos de manejo para criação do frango de corte: atualizações/novidades em ambiência e manejo para o melhor desempenho do frango de corte atual”.
A
avicultura no Brasil cresceu exponencialmente nas últimas décadas, exigindo uma
constante evolução da genética, nutrição, sanidade, instalações, equipamentos e
manejo. O palestrante comentou que as empresas de genética desenvolvem
tecnologias para melhorar o desempenho dos frangos e a uniformidade na
performance dos lotes. Porém, existem desafios que precisam ser avaliados para
garantir melhor produtividade e eficácia em todo o processo.
Januário apresentou novas tecnologias e mostrou modernos aviários da Europa,
Estados Unidos e Dinamarca, países com uma realidade diferente da brasileira e
que enfrentam temperaturas muito baixas. No Brasil, a necessidade de ventilação
mínima e isolamento térmico é diferente em decorrência do clima no inverno e no
verão. “Temos um clima mais quente, sendo mais comum negligenciar o extremo
verão e o extremo inverno. É importante estarmos atentos e usar as tecnologias
disponíveis para controlar as mudanças de temperatura”.
Destacou
que todas as estruturas, por mais simples que sejam, são eficientes para
promover e oferecer melhores condições de conforto para aves de alta
performance, desde que sejam tomados os cuidados de manejo. De acordo com
Januário, é necessária atenção especial à umidade relativa, controlar a
ventilação e o aquecimento. “Aspectos simples, como a vedação de cortinas,
mesmo que o galpão seja convencional e simples, é importante para economizar
aquecimento e melhorar a uniformização do ar”, frisou.
Além disso,
existem várias opções de equipamentos que podem garantir bons resultados.
“Melhorias de equipamentos mais simples como cortinas, forros, ventiladores e
nebulizadores e até mesmo de maior investimento, como exaustores, placas
evaporativas na entrada de ar, inlets ou janelas laterais são
essenciais”, explicou, ao acrescentar que as divisórias também exigem atenção.
Devem ter entre 30 e 40 metros, com densidade de aves adequada para cada
estrutura.
Poultry Fair
Paralelamente
ocorreu a 12ª Brasil Sul Poultry Fair e demais eventos paralelos. A feira
virtual reuniu mais de 70 empresas nacionais e multinacionais. Foi um espaço
onde as empresas geradoras de tecnologias apresentaram suas novidades e seus
produtos que permitem networking, bem como o aprimoramento técnico
dos congressistas.
SOBRE O
EVENTO
A
programação científica do 21º SBSA foi subdividida em cinco módulos: futuro,
mercado, abatedouro, sanidade e manejo. As palestras estavam focadas em
assuntos de interesse do público de campo, produtores, técnicos, veterinários,
gestores das agroindústrias, integrações e cooperativas. Foram temas que fazem parte
dos principais pilares da cadeia de produção de aves.
O 21º
Simpósio Brasil Sul Avicultura teve apoio do Conselho Regional de Medicina
Veterinária de SC (CRMV/SC), da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária
(Somevesc), da Prefeitura de Chapecó, da Associação Brasileira de Proteína
Animal (ABPA), da Embrapa Suínos e Aves e da Unochapecó.
Mais
informações no site: www.nucleovet.com.br/simposio/avicultura.