Considerado o maior evento técnico de suinocultura da América do Sul, o Simpósio Brasil Sul de Suinocultura 2018 reuniu 1,4 mil profissionais – entre médicos veterinários, zootecnistas, consultores, pesquisadores, profissionais da agroindústria e produtores. O SBSS, promovido Nucleovet - Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas, foi realizado de 21 a 23 de agosto no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nês, em Chapecó/SC.
Rodrigo Toledo, Presidente do Nucleovet, destaca que essa foi a maior edição de todos os tempos, com recorde de empresas patrocinadoras. “Tivemos 69 empresas patrocinadoras, 44 estandes na feira e um recorde de público”. A programação técnica, salientou, contemplou os principais desafios enfrentados pela suinocultura no momento, agravados pela crise econômica no Brasil. “A modernização da cadeia produtiva de suínos é essencial para enfrentar o mercado global”. O foco do evento, diz ele, é a programação técnica. “Temos uma comissão científica que trabalha o ano inteiro para formatar os temas e buscar os melhores palestrantes para abordá-los”.
Reprodução, Genética e Ambiência
A programação técnica do 11º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura iniciou no dia 21 de agosto apresentando o Painel Reprodução, Genética e Ambiência. O zootecnista Gustavo Lima, tratou dos desafios e oportunidades em “Ambiência na produção de suínos e alternativas de equipamentos: como o estresse térmico e a qualidade do ar afetam o desempenho zootécnico”. Alexandre Rosa, Médico Veterinário e diretor da Agroceres PIC, falou sobre “Como a genética pode contribuir para os novos desafios sanitários na produção de suínos. Animais resistentes a enfermidades, mito ou realidade?”. Já Thomas Bierhals, médico veterinário e Gerente Técnico da DB Genética Suína, destacou as “Alternativas práticas para garantir a evolução contínua de qualidade e quantidade de leitões em granjas de alta produtividade.
A solenidade de abertura oficial do 11º SBSS aconteceu com o auditório do Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nês lotado. Cumprindo com o caráter social do NUCLEOVET, durante a cerimônia de abertura foram entregues doações a quatro entidades beneficentes de Chapecó, totalizando uma doação de R$ 20.000,00. Fechando o primeiro dia de evento, o jornalista da Globonews, Gerson Camarotti, tratou da Conjuntura Política e suas Implicações para a Economia. A palestra teve patrocínio da Evonik.
Nutrição e Manejo de Leitões
O segundo dia do evento, 22 de agosto, abriu com o painel Nutrição e Manejo de Leitões. Em sua palestra, Bruno Silva, tratou do tema Nutrição de fêmeas hiperprolíficas. Gustavo Gattas falou sobre a idade ao desmame dos leitões. “Qual é a melhor relação entre sanidade, desempenho e lucratividade para o sistema de produção de suínos”. Conforme Gattas, a idade ao desmame e a sanidade impactam nos índices da granja. “Existe uma correlação direta entre idade ao desmame e ganho de peso alvo na terminação”, destacou.
No mesmo painel, a palestrante Djane Dallanora apresentou estratégias para enfrentar os desafios da adaptação dos leitões nas fases de creche e recria. Everton Daniel falou sobre nutrição de leitões na fase de creche: oportunidades e desafios frente o uso prudente de antimicrobianos.
Antimicrobianos e Bem-Estar Animal
Ainda na quarta-feira, o painel Antimicrobianos e Bem-Estar Animal abriu com Cleandro Pazinato Dias tratando do bem-estar animal nas agroindústrias. “Os desafios vão muito mais além que uma máquina de alimentação na gestação. O que contempla? O que temos e o que nos falta no sistema brasileiro?”, foram questões respondidas na palestra. Paulo Eduardo Bennemann falou sobre “Estratégias de Biosseguridade focadas na redução do emprego de antimicrobianos na produção de suínos”.
O evento prosseguiu com a nessa redonda comandada por Ricardo Pereira, da Biomin: “Interferência da microbiota na saúde intestinal: Eubiose vs. Disbiose com a palestrante Jalusa Deon Kich; “Interação com antimicrobianos” com Marisa Cardoso; “Intestino imune” com o palestrante Geraldo Alberton e “Alternativas para os antimicrobianos” com Vladimir Borges.
Sanidade e Gestão da produção de suínos
O SBSS encerrou no dia 23 de agosto com o Painel Sanidade e Gestão da produção de suínos. Inicialmente, Ricardo Lippke, tratou dos “Pontos críticos na utilização de vacinas – principais erros e como podemos melhorar”. Os “Riscos sanitários atuais: Síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos. Como esta ameaça sanitária pode nos afetar? Impactos no sistema de produção” foram aspectos discutidos por Fernando Osório. A pesquisadora Laura Batista falou sobre a “Diarreia epidêmica dos suínos: o que podemos aprender com a experiência americana. Prevenção, diagnóstico e controle” e Juan José Maqueda Acosta fechou as palestras do evento tratando de “Gestão de pessoas com foco em biosseguridade”.