Uma avicultura moderna, que precisa ter um olho no microscópio dentro da granja e outro no binóculo avaliando de longe o mercado, o cenário mundial e o crescimento dos players. Esse é o desafio enfrentado pelo grupo que há quase duas décadas reúne temas e nomes para compor a programação de um dos mais importantes simpósios técnicos de avicultura da América Latina que reúne a cada ano mais de 1.500 profissionais de países como Uruguai, Paraguai, Argentina, Chile, Peru e México. O XIX Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado no Centro de Cultura e Eventos Plinio Arlindo De Nês, de 10 a 12 de abril, em Chapecó/SC.
O Presidente da Comissão Científica do SBSA 2018, o médico veterinário João Batista Lancini, destaca o desafio de compor um mix de assuntos de interesse dos profissionais altamente qualificados que compõe a avicultura brasileira. “São vários os aspectos de importância atual para a avicultura. Desde estratégias para aumentar o aproveitamento de novas tecnologias, através de equipes mais capacitadas, a palestras sobre manejo de granjas e fábricas de rações, tendências de mercados, entre outros temas. Com um foco maior neste ano sobre a importância da manutenção da integridade intestinal, com a crescente pressão quanto à restrição do uso de antibióticos”, cita Lancini.
A programação aborda ainda a pressão da opinião pública sobre o mercado de produção de alimentos. “Outros temas que envolvem a saúde dos consumidores e, como protegê-los de quaisquer riscos com atuações técnicas e bem interpretadas, trabalhando de forma transparente com os meios de comunicação e a mídia em geral, para que uma vez esclarecidos sobre a realidade, possam evitar equívocos lamentáveis na divulgação de notícias falsas como a que ocorreu com o infeliz episódio denominado “carne fraca” que, até hoje, trazem prejuízos enormes para os produtores, agroindústrias e consumidores, por divulgação de assuntos mal interpretados ou sem base científica” pondera João Batista.
Lancini dispara ainda que “O Brasil segue na vanguarda em termos de produtividade e qualidade na produção de produtos de origem animal e, não por acaso, apesar de todas as barreiras criadas, segue exportando para todos os importantes mercados consumidores do planeta; na verdade, somos “carne forte” e isto, precisa ser melhor divulgado interna e externamente”.
Responsável há anos por conduzir e mediar as escolhas dos temas, alerta “Também abordaremos novas tecnologias que uma vez aplicadas na produção, poderão contribuir significativamente para a tomada de decisões nos processos produtivos, como é o caso da análise metagenômica da microbiota intestinal”, comentou.
A edição de 2018 reúne um time de especialistas reconhecidos e respeitados internacionalmente: “Serão muitos temas interessantes e com palestrantes reconhecidos mundialmente, como o Dr. Mike Kogut, do USDA, Prof. Dr. Theo Niewold da universidade de Leuven e Dr. Mogens Madsen, especialista em salmoneloses, com grande atuação no mercado europeu, importante comprador do Brasil, além é claro, de nossos reconhecidos professores e técnicos brasileiros que são sempre muito prestigiados e fazem a grande diferença quando se pensa em educação continuada dos profissionais que estão trabalhando na produção brasileira de frangos de corte” finalizou Lancini.