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56 anos atrás

Começa o Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, que reúne especialistas para traçar futuro do setor

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A partir desta terça-feira, Chapecó (SC) é palco novamente do Simpósio Brasil Sul Suinocultura, o maior encontro técnico da suinocultura da região Sul e Sudeste. A 8ª edição contará com a presença de palestrantes da Europa e os maiores especialistas brasileiros em bem-estar, sanidade, nutrição e manejo, no Centro de Eventos e Cultura Plínio Arlindo De Nes.

Senecavírus A, baias de gestação coletiva, uso de ractopamina, manejo em bandas, nutrição e biossegurança estão entre os temas debatidos na programação científica deste ano. O palestrante motivacional Mauricio Louzada, um dos mais aplaudidos da atualidade, faz as honras da casa com a palestra magna “Campeões podem mais”. Conforme o médico veterinário e presidente do Núcleovet/SC, Rogério Balestrin, o tema da abertura do evento traduz o momento da suinocultura nacional e o próprio espírito do SBSS.

“O Oeste de Santa Catarina é o berço da suinocultura brasileira, onde os grandes players cresceram e despontaram globalmente. Nós ‘exportamos’ conhecimento e boas práticas para o mundo, além de ter uma produção 850 mil toneladas de carne suína por ano. A suinocultura brasileira tem passado por diferentes cenários econômicos e isso pede por profissionais que estejam com olhar lá na frente para proteger nosso status sanitário, manter os índices produtivos e nossas vantagens competitivas frente a esta atividade dinâmica. Também é um momento emblemático, visto que acabamos de receber a certificação internacional como zona livre de peste suína clássica (PSC) da OIE, um importante diferencial na conquista de novos mercados para o produto catarinense”, destaca.

O evento contará ainda com uma série de debates paralelos promovidos por parceiros e a feira de negócios VII Pig Fair, que já se consolidou como uma praça de oportunidades técnicas e comerciais e reunirá pelo menos 60 empresas de genética, nutrição, sanidade e equipamentos nesta edição.


Programação de peso no coração da produção

O especialista austríaco Ferdinand Entenfellner abre a programação com a palestra sobre os “Aspectos produtivos e sanitários em baias de gestação coletivas”, no dia 11, às 14h05. Mestre em produção animal, Fernanda Vieira aborda “Bem-estar animal na suinocultura”, às 15h. O espanhol David Saornil Rincón encerra o primeiro dia com a apresentação sobre a “Importância do consumo de ração durante a lactação e diferentes fatores que a influenciam”, às 16h25.

O segundo dia contará com os debates “Nutrição de Leitões: Arte ou Ciência”, com o Dr. Leandro Hackenhaar,  “Otimização dos Recursos Humanos na Suinocultura Moderna”, com o especialista Dirceu Zotti, às 9h, “Aspectos nutricionais que influencia o sistema reprodutivo das fêmeas”, com o Dr. Prof. Sung Woo Kim, às 10h30min, e “Manejo de Bandas e otimização do processo produtivo na granja”, com o consultor Alexandre Cezar Carvalho Dias, às 11h30m.

Na parte da tarde, a médica veterinária Ana Lúcia de Souza fala sobre “Produção de suínos com ou sem ractopamina”, às 14h, e o pesquisador Gustavo Lima aborda “Ajustes de manejo para melhor desempenho econômico na fase de terminação”, às 15h.

O Dr. Luiz Felipe Caron abre o terceiro e último dia de evento com a discussão sobre “Sistema imunológico do suíno”, às 8h. Em seguida, William Marcos Teixeira Costa aborda “Vacinação e imunidade de rebanho”, às 9h. A mestre em patologia veterinária Eliana Paladino discorre sobre “Biossegurança desmistificada: ciência por trás das recomendações”, às 10h30min. A palestra de encerramento vem de encontro às mais recentes dúvidas e receios da suinocultura brasileira. O professor Amauri Alfieri falará sobre “Senecavirus A e a ocorrência de lesões vesiculares e mortalidade neonatal em suínos no Brasil”, enfermidade que atinge rebanhos e provoca mortalidade de leitões, na quinta-feira, 13, às 11h30min.


Vitrine da suinocultura

A região Oeste consolida-se como o celeiro do Estado por conta da expressiva produção de grãos e por abrigar as empresas âncora da cadeia de produção de proteína animal. Santa Catarina é o maior produtor e exportador nacional de carne suína, com produção anual em torno de 850 mil toneladas. As 10 mil propriedades rurais geram 65 mil empregos diretos e 140 mil indiretos, integrados às 159 agroindústrias. Com um rebanho efetivo estimado em 7,9 milhões de cabeças, SC é responsável por aproximadamente 35% das exportações brasileiras e 27% da produção nacional. Em 2014 foram exportados 182 mil toneladas de carne in natura e produtos industrializados, no valor de US$ 591 milhões. Os principais destinos foram a Rússia, Hong Kong, Angola, Cingapura, Chile, Japão, Uruguai e Argentina.

Com o know how de três eventos relevantes no calendário nacional do agronegócio, o Núcleo Oeste de Médicos Veterinário e Zootecnistas ajuda a reforçar a imagem de Chapecó como referência em turismo de negócios. Além do Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, a entidade também promove eventos e feiras nas áreas de bovino de leite e avicultura, atraindo cerca de mil congressistas em cada evento. Os profissionais brasileiros e dos países vizinhos da América Latina movimentam a rede hoteleira, aeroportos da região e restaurantes, injetando na economia local o dobro do visitante convencional.

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