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56 anos atrás

Baias de gestação coletivas: expert austríaco debate aspectos produtivos e sanitários no SBSS

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Nova bola da vez em termos de bem-estar animal, as baias de gestação coletivas são uma realidade na Europa e parte dos EUA e aos poucos começam a ser implantadas no Brasil. A viabilidade e os investimentos nas novas instalações, mudanças no manejo e índices de produtividade geram desconfiança e questionamentos no setor. O especialista austríaco Ferdinand Entenfellner abre a programação técnica do Simpósio Brasil Sul de Suinocultura com a palestra sobre os “Aspectos produtivos e sanitários em baias de gestação coletivas”, no dia 11, às 14h05. 

“Implementar baias de gestação coletiva não significa simplesmente abrir as grades das gaiolas. Para alcançar resultados biológicos e econômicos precisamos de um nível muito mais elevado de manejo em comparação ao sistema de confinamento”, afirma o especialista. A transição para o novo sistema inclui mudanças significativas nas granjas, com investimento em equipamentos e estrutura, treinamento do pessoal para que haja eficiência no manejo e dos próprios animais para a adequação as novas tecnologias de arraçoamento, uma vez que o sistema coletivo é diretamente impactado pela forma de oferecimento de alimento às matrizes. 

Recentes pesquisas mostram que matrizes confinadas podem ter estresse crônico, resultando em problemas de comportamento, fisiológicos e sanitários. O novo modelo permite aos animais maior liberdade de movimentação, contato e interação social, com melhor conforto térmico e ambiental. A estrutura também pode proporcionar uma redução significativa nos custos com mão de obra, visto que parte do sistema é automatizado, e controle mais rigoroso na alimentação.

Embora o Brasil não sinalize para a regulamentação desse sistema, as demandas globais de mercados potentes podem pressionar a indústria nacional a fazer a mudança para se manter competitiva. Seguindo o exemplo de outros players, no fim de 2014 a BRF assumiu o compromisso de adaptar toda sua produção em 12 anos. A decisão da gigante brasileira pode direcionar o padrão de consumo para o segmento no pais. O McDonald´s, por exemplo, anunciou que deixará de comprar carne suína de fornecedores na América Latina, incluindo o Brasil, que não estejam adaptados até o fim de 2016.

O SBSS será ponto de encontro da cadeia de produção de proteína animal entre os dias 11 e 13 de agosto no Centro de Eventos e Cultura Plínio Arlindo De Nes, em Chapecó. O evento contará ainda com uma série de debates paralelos promovidos por parceiros e a feira de negócios VII Pig Fair, que já se consolidou como uma praça de oportunidades técnicas e comerciais e reunirá pelo menos 60 empresas de genética, nutrição, sanidade e equipamentos nesta edição.

Debates de peso no coração da produção

Mestre em produção animal, Fernanda Vieira aborda “Bem-estar animal na suinocultura”, no dia 11, às 15h. O espanhol David Saornil Rincón encerra o primeiro dia com a apresentação sobre a “Importância do consumo de ração durante a lactação e diferentes fatores que a influenciam”, às 16h25.

O segundo dia contará com os debates “Nutrição de leitões: arte ou ciência”, com o Dr. Leandro Hackenhaar, “Otimização dos Recursos Humanos na Suinocultura Moderna”, com o especialista Dirceu Zotti, às 9h, “Aspectos nutricionais que influência sistema reprodutivo das fêmeas”, com o Dr. Prof. Sung Woo Kim, às 10h30min, e “Manejo de Bandas e otimização do processo produtivo na granja”, com o consultor Alexandre Cezar Carvalho Dias, às 11h30m. Na parte da tarde, a médica veterinária Ana Lúcia de Souza fala sobre “Produção de suínos com ou sem ractopamina”, às 14h, e o pesquisador Gustavo Lima aborda “Ajustes de manejo para melhor desempenho econômico na fase de terminação”, às 15h.

O Dr. Luiz Felipe Caron abre o terceiro e último dia de evento com a discussão sobre “Sistema imunológico do suíno”, às 8h. Em seguida, William Marcos Teixeira Costa aborda “Vacinação e imunidade de rebanho”, às 9h. A mestre em patologia veterinária Eliana Paladino discorre sobre “Biossegurança desmistificada: ciência por trás das recomendações”, às 10h30min. A palestra de encerramento vem de encontro às mais recentes dúvidas e receios da suinocultura brasileira. 

O professor Amauri Alfieri falará sobre “Senecavirus A e a ocorrência de lesões vesiculares e mortalidade neonatal em suínos no Brasil”, enfermidade que atinge rebanhos e provoca mortalidade de leitões, na quinta-feira, 13, às 11h30min.

 

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