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56 anos atrás

Ractopamina em xeque: Simpósio Brasil Sul de Suinocultura traz especialista para debater uso do adit

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O uso de ractopamina divide opiniões e permeia as discussões entre produtores e importadores  em diferentes países nos últimos anos. Por um lado, alguns mercados questionam a segurança do produto para a saúde humana e as consequências em longo prazo, restringindo a compra de carne produzida em países que utilizam o promotor de crescimento. De outro, grandes órgãos de regulamentação permitem o uso e especialistas afirmam que a presença da substância no alimento, dentro de limites estabelecidos, não é capaz de trazer risco. O Simpósio Brasil Sul de Suinocultura traz a Ph.D. Ana Lucia Pozzobon de Souza para debater o controverso tema no dia 12 de agosto, às 14h.

O SBSS será ponto de encontro da cadeia de produção de proteína animal entre os dias 11 e 13 de agosto no Centro de Eventos e Cultura Plínio Arlindo De Nes, em Chapecó. As inscrições online com preços diferenciados encerram nesta quinta-feira, 6 de agosto. Para garantir seu lugar e evitar filas, os profissionais podem fazer o credenciamento online por R$ 320 e os estudantes por R$ 220 no site.

De acordo com a especialista, o uso de ractopamina tem resultados comprovados e documentados em diversos sistemas de criação e condições climáticas. Ana Lúcia é mestre em produção animal e Ph.D. pela Universidade do Kentucky. Atuou por 11 anos no mercado brasileiro e trabalha há mais de oito anos em nutrição de suínos nos EUA.  “A pressão comercial de alguns mercados pela remoção do uso de ractopamina sem maiores fundamentações abre portas para que os avanços tecnológicos não sejam vistos como sólidos”, pontua.

A substância atua principalmente na conversão alimentar, no ganho de peso diário e faz com que a carcaça do suíno tenha um menor percentual de gordura. “Em sistemas com falta de espaço para animais ou tempo de crescimento, o uso de ractopamina cria oportunidades de venda de animais com maior uniformidade, especialmente quando o clima quente provoca redução no consumo alimentar”.

O evento contará ainda com uma série de debates paralelos promovidos por parceiros e a feira de negócios VII Pig Fair, que já se consolidou como uma praça de oportunidades técnicas e comerciais e reunirá pelo menos 60 empresas de genética, nutrição, sanidade e equipamentos nesta edição

Debates de peso no coração da produção

O especialista austríaco Ferdinand Entenfellner abre a programação com a palestra sobre os “Aspectos produtivos e sanitários em baias de gestação coletivas”, no dia 11, às 14h05. Mestre em produção animal, Fernanda Vieira aborda “Bem-estar animal na suinocultura”, às 15h. O espanhol David Saornil Rincón encerra o primeiro dia com a apresentação sobre a “Importância do consumo de ração durante a lactação e diferentes fatores que a influenciam”, às 16h25.

O segundo dia contará com os debates “Nutrição de leitões: arte ou ciência”, com o Dr. Leandro Hackenhaar, “Otimização dos Recursos Humanos na Suinocultura Moderna”, com o especialista Dirceu Zotti, às 9h, “Aspectos nutricionais que influência sistema reprodutivo das fêmeas”, com o Dr. Prof. Sung Woo Kim, às 10h30min, e “Manejo de Bandas e otimização do processo produtivo na granja”, com o consultor Alexandre Cezar Carvalho Dias, às 11h30m. Na parte da tarde, a médica veterinária Ana Lúcia de Souza fala sobre “Produção de suínos com ou sem ractopamina”, às 14h, e o pesquisador Gustavo Lima aborda “Ajustes de manejo para melhor desempenho econômico na fase de terminação”, às 15h.

O Dr. Luiz Felipe Caron abre o terceiro e último dia de evento com a discussão sobre “Sistema imunológico do suíno”, às 8h. Em seguida, William Marcos Teixeira Costa aborda “Vacinação e imunidade de rebanho”, às 9h. A mestre em patologia veterinária Eliana Paladino discorre sobre “Biossegurança desmistificada: ciência por trás das recomendações”, às 10h30min. A palestra de encerramento vem de encontro às mais recentes dúvidas e receios da suinocultura brasileira. O professor Amauri Alfieri falará sobre “Senecavirus A e a ocorrência de lesões vesiculares e mortalidade neonatal em suínos no Brasil”, enfermidade que atinge rebanhos e provoca mortalidade de leitões, na quinta-feira, 13, às 11h30min.

 

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