O uso de ractopamina divide opiniões e permeia as discussões entre produtores e importadores em diferentes países nos últimos anos. Por um lado, alguns mercados questionam a segurança do produto para a saúde humana e as consequências em longo prazo, restringindo a compra de carne produzida em países que utilizam o promotor de crescimento. De outro, grandes órgãos de regulamentação permitem o uso e especialistas afirmam que a presença da substância no alimento, dentro de limites estabelecidos, não é capaz de trazer risco. O Simpósio Brasil Sul de Suinocultura traz a Ph.D. Ana Lucia Pozzobon de Souza para debater o controverso tema no dia 12 de agosto, às 14h.
O SBSS será ponto de encontro da cadeia de produção de proteína animal entre os dias 11 e 13 de agosto no Centro de Eventos e Cultura Plínio Arlindo De Nes, em Chapecó. As inscrições online com preços diferenciados encerram nesta quinta-feira, 6 de agosto. Para garantir seu lugar e evitar filas, os profissionais podem fazer o credenciamento online por R$ 320 e os estudantes por R$ 220 no site.
De acordo com a especialista, o uso de ractopamina tem resultados comprovados e documentados em diversos sistemas de criação e condições climáticas. Ana Lúcia é mestre em produção animal e Ph.D. pela Universidade do Kentucky. Atuou por 11 anos no mercado brasileiro e trabalha há mais de oito anos em nutrição de suínos nos EUA.
A substância atua principalmente na conversão alimentar, no ganho de peso diário e faz com que a carcaça do suíno tenha um menor percentual de gordura. “Em sistemas com falta de espaço para animais ou tempo de crescimento, o uso de ractopamina cria oportunidades de venda de animais com maior uniformidade, especialmente quando o clima quente provoca redução no consumo alimentar”.
O evento contará ainda com uma série de debates paralelos promovidos por parceiros e a feira de negócios VII Pig Fair, que já se consolidou como uma praça de oportunidades técnicas e comerciais e reunirá pelo menos 60 empresas de genética, nutrição, sanidade e equipamentos nesta edição
Debates de peso no coração da produção
O especialista austríaco Ferdinand Entenfellner abre a programação com a palestra sobre os “Aspectos produtivos e sanitários em baias de gestação coletivas”, no dia 11, às 14h05. Mestre em produção animal, Fernanda Vieira aborda “Bem-estar animal na suinocultura”, às 15h. O espanhol David Saornil Rincón encerra o primeiro dia com a apresentação sobre a “Importância do consumo de ração durante a lactação e diferentes fatores que a influenciam”, às 16h25.
O segundo dia contará com os debates “Nutrição de leitões: arte ou ciência”, com o Dr. Leandro Hackenhaar, “Otimização dos Recursos Humanos na Suinocultura Moderna”, com o especialista Dirceu Zotti, às 9h, “Aspectos nutricionais que influência sistema reprodutivo das fêmeas”, com o Dr. Prof. Sung Woo Kim, às 10h30min, e “Manejo de Bandas e otimização do processo produtivo na granja”, com o consultor Alexandre Cezar Carvalho Dias, às 11h30m. Na parte da tarde, a médica veterinária Ana Lúcia de Souza fala sobre “Produção de suínos com ou sem ractopamina”, às 14h, e o pesquisador Gustavo Lima aborda “Ajustes de manejo para melhor desempenho econômico na fase de terminação”, às 15h.
O Dr. Luiz Felipe Caron abre o terceiro e último dia de evento com a discussão sobre “Sistema imunológico do suíno”, às 8h. Em seguida, William Marcos Teixeira Costa aborda “Vacinação e imunidade de rebanho”, às 9h. A mestre em patologia veterinária Eliana Paladino discorre sobre “Biossegurança desmistificada: ciência por trás das recomendações”, às 10h30min. A palestra de encerramento vem de encontro às mais recentes dúvidas e receios da suinocultura brasileira. O professor Amauri Alfieri falará sobre “Senecavirus A e a ocorrência de lesões vesiculares e mortalidade neonatal em suínos no Brasil”, enfermidade que atinge rebanhos e provoca mortalidade de leitões, na quinta-feira, 13, às 11h30min.