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56 anos atrás

SBSS debate ameaça do Senecavírus ao rebanho brasileiro

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Novo patógeno emergente na suinocultura, o Senecavirus A está no centro dos debates em 2015 e deixa a cadeia de produção de proteína animal brasileira em alerta. O tema será apresentado por Amauri Alfieri, Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UEL e segundo pesquisador no mundo a diagnosticar o vírus, no encerramento do VIII Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, realizado entre os dias 11 e 13 de agosto, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó.

A oitava edição contará com 12 palestrantes nacionais e internacionais e expectativa de público de mais de mil pessoas. Até o dia 11 de julho, a inscrição é de R$290 para profissionais e R$200 para estudantes. No dia, os valores passam para R$ 370 e R$ 260, respectivamente. Faça sua inscrição no site www.nucleovet.com.br.

A discussão sobre a enfermidade que atinge rebanhos e provoca mortalidade de leitões vem ao encontro das dúvidas e receios dos profissionais do setor. Conforme o professor, quando os primeiros casos começaram a surgir houve uma verdadeira corrida para identificar o misterioso vírus causador dessa nova doença.

Até este ano, a identificação só havia ocorrido nos Estados Unidos.  No Brasil, um grupo de pesquisa multidisciplinar do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Estadual de Londrina (UEL), orientado por Alfieri, chegou à frente de renomados laboratórios nacionais e centros de pesquisas brasileiros e, em tempo recorde, identificou o vírus em amostras provenientes de rebanhos infectados, colocando a universidade em evidência.

Durante o SBSS, Alfieri mostrará os resultados mais recentes do vírus responsável pelo aparecimento de lesões vesiculares em suínos- que são de notificação obrigatória, conforme a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)- e mortalidade neonatal em suínos no Brasil. Segundo o professor, as feridas são semelhantes a aftas localizadas nos cascos, focinho e boca dos animais. Os sinais clínicos lembram os que ocorrem na febre aftosa, enfermidades altamente contagiosa e responsável por expressivas perdas econômicas em todo o mundo.

Tradicionalmente, o SBSS coloca em debate os principais desafios do setor. Na edição passada, em 2014, um seleto grupo de palestrantes abordou sobre PEDv, que vinha provocando impacto na produtividade e modificando o próprio comportamento do mercado, conforme lembra o médico veterinário e presidente do Núcleovet/SC, Rogério Balestrin,

“Por conta de sua relevância e atualidade, a comissão científica elegeu a palestra sobre o SenecaVirus A para encerrar os debates no Simpósio Brasil Sul de Suinocultura. A nossa missão é compartilhar conhecimento e soluções comuns para reforçar a integração do setor e o nosso mercado. Assim como no painel sobre PEDv, queremos trazer aos profissionais o diagnóstico correto da doença, alertar sobre os possíveis prejuízos e discutir aspectos práticos da biosseguridade”, afirma Balestrin.

Formação da cadeia de produção

O especialista austríaco Ferdinand Entenfellner abre a programação com a palestra sobre os “Aspectos produtivos e sanitários em baias de gestação coletivas”, no dia 11, às 14h05. Mestre em produção animal, Fernanda Vieira aborda “Bem estar animal na suinocultura”, às 15h. O espanhol David Saornil Rincón encerra o primeiro dia com a apresentação sobre a “Importância do consumo de ração durante a lactação e diferentes fatores que a influenciam”, às 16h25.

O segundo dia contará com os debates sobre “Otimização dos Recursos Humanos na Suinocultura Moderna”, com o especialista Dirceu Zotti, às 9h, “Aspectos nutricionais que influência sistema reprodutivo das fêmeas”, com o Dr. Prof. Sung Woo Kim, às 10h30min, e “Manejo de Bandas e otimização do processo produtivo na granja”, com o consultor Alexandre Cezar Carvalho Dias, às 11h30m. Na parte da tarde, a médica veterinária Ana Lúcia de Souza fala sobre “Produção de suínos com ou sem ractopamina”, às 14h, e o pesquisador Gustavo Lima aborda “Ajustes de manejo para melhor desempenho econômico na fase de terminação”, às 15h.

O Dr. Luiz Felipe Caron abre o terceiro e último dia de evento com a discussão sobre “Sistema imunológico do suíno”, às 8h. Em seguida, William Marcos Teixeira Costa aborda “Vacinação e imunidade de rebanho”, às 9h. A mestre em patologia veterinária Eliana Paladino discorre sobre “Biossegurança desmistificada: ciência por trás das recomendações”, às 10h30min..

O evento contará ainda com uma série de debates paralelos promovidos por parceiros e a feira de negócios VII Pig Fair, que já se consolidou como uma praça de oportunidades técnicas e comerciais e reunirá pelo menos 60 empresas de genética, nutrição, sanidade e equipamentos nesta edição.

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