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4 horas atrás

Novas tecnologias para nutrição de vacas leiteiras encerra programação científica do 15º SBSBL

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Professor Francisco Palma Rennó expôs o tema na última palestra do 15º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), nesta quinta-feira (8), em Chapecó

Uma forma diferente de pensar a nutrição de vacas leiteiras no Brasil foi apresentada pelo médico veterinário, mestre e doutor em Zootecnia e professor do Departamento de Nutrição e Produção Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia/USP, Francisco Palma Rennó, na manhã desta quinta-feira (8), na palestra que encerrou a programação científica do 15º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), realizado pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), em Chapecó.

Ele falou sobre os sistemas de produção e o que pode ser feito em relação à nutrição das vacas com foco em carboidratos não fibrosos, com ênfase em amido, e alimentação com fibra. O assunto é tema de diversas pesquisas na Universidade de São Paulo, no laboratório de pesquisa em bovinos de leite. “São pesquisas bem recentes, algumas nem estão publicadas ainda, que mostram que temos que trabalhar de forma diferente do que é trabalhado nos Estados Unidos, com o acréscimo de amido nas dietas, pois as respostas são diferentes. As nossas vacas respondem de duas a duas vezes e meia mais ao teor de amido da dieta do que nos Estados Unidos, ou seja, é mais importante ainda a gente trabalhar com amido. E essa resposta advém da questão da qualidade da fibra brasileira. Então, muda o jeito de pensar”, pontuou Rennó.

O palestrante também enfatizou o desenvolvimento de novas pesquisas para melhorar a qualidade da fibra no cenário brasileiro. Uma dessas novas tecnologias contribui para a redução da Fibra em Detergente Neutro Indigestível (FDNi), que representa a fração da fibra que não é digerida pelo ruminante. Uma nova abordagem engloba a utilização de aleloquímicos naturais e compostos sintéticos biodegradáveis para aumentar a digestibilidade da silagem. Assim, com o melhor aproveitamento do alimento, há maior potencial na produção animal.

As pesquisas acompanhadas pelo especialista não comprometem o crescimento ou a produtividade da planta. A tecnologia atua sobre a formação da lignina (componente da parede celular das plantas que dificulta o acesso dos microrganismos do rúmen à fibra) e, em vez de reduzir a sua quantidade, a estratégia modifica sua estrutura durante o desenvolvimento da planta, tornando a fibra mais acessível e, consequentemente, mais digestível para os animais.

Para Rennó, é preciso trabalhar tanto com amido quanto com fibra. “A interação dos dois faz com que aconteça um resultado de melhor eficiência na fazenda. A formulação de dietas para vacas leiteiras requer equilíbrio entre volumosos e concentrados, considerando não apenas a quantidade, mas também a qualidade. Esse é o grande ponto”, concluiu o palestrante.

SOBRE O SBSBL

O 15º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL) foi realizado pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (NucleovetO de terça a quinta-feira (6 a 8), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó, com palestras sobre sanidade animal, reprodução, qualidade do leite, gestão zootécnica e nutrição de alta performance, além do 5º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte, da 10ª Milk Fair e da apresentação de 92 trabalhos científicos. O evento celebrou os 15 anos do SBSBL e 55 do Nucleovet.

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