Parceria entre Nucleovet e Formigas do Bem-SACH fortalece atendimento humanizado
Fortalecer parcerias que transformam a vida de
crianças em tratamento contra o câncer é um dos compromissos do Núcleo Oeste de
Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). Com esse propósito,
representantes da entidade visitaram, na terça-feira (7), o Núcleo de
Voluntários Formigas do Bem-SACH, em Chapecó. Beneficiada com recursos
provenientes de parte das inscrições dos simpósios promovidos pelo Nucleovet e
de ações sociais realizadas ao longo do ano, a instituição desenvolve um
trabalho voltado ao acolhimento e à humanização do tratamento oncológico
pediátrico, atendendo pacientes de 130 municípios do oeste catarinense. Pelo
Nucleovet, estiveram presentes a presidente Aletéia Britto da Silveira
Balestrin, a 1ª tesoureira Claudia Moita Zechlinski dos Santos, a diretora
social Celita Mattiello e a gerente executiva Crisley Schwabe Klickow.
A
visita teve como objetivo conhecer de perto a estrutura da entidade e o
trabalho de humanização e revitalização de espaços no Hospital Regional do
Oeste (HRO), além de acompanhar a aplicação dos recursos destinados pelo
Nucleovet e fortalecer uma parceria construída ao longo dos últimos anos. Assim
como ocorre com as demais instituições beneficiadas, a iniciativa busca
aproximar associados, congressistas e a comunidade das causas sociais apoiadas
pela entidade, ampliando a visibilidade dessas organizações e incentivando
novas doações.
De acordo com a presidente do Nucleovet, conhecer a
realidade das entidades é fundamental para mostrar à sociedade o impacto que as
doações proporcionam. “Quando visitamos essas instituições conseguimos
compreender de perto a dimensão do trabalho desenvolvido e compartilhar essas
histórias com os participantes dos nossos eventos. Mais do que entregar
recursos, queremos aproximar as pessoas dessas causas e estimular que cada vez
mais empresas e cidadãos se tornem parceiros dessas iniciativas tão importantes
para a nossa comunidade”, destaca.
HUMANIZAÇÃO
DO TRATAMENTO
Criada em 2015, o Núcleo de Voluntários Formigas do
Bem-SACH surgiu quando o atendimento da oncologia pediátrica passou a ser
realizado em Chapecó, evitando que crianças da região precisassem se deslocar
até Florianópolis para realizar o tratamento. Desde então, a entidade atua
oferecendo acolhimento, assistência e melhores condições de permanência durante
todo o processo de enfrentamento da doença.
Atualmente, o Núcleo conta com 68 voluntários, que
desenvolvem atividades em diferentes frentes de atuação. Entre eles está o
Projeto Posso Ajudar, responsável por ações de humanização dentro da ala de
oncologia pediátrica do HRO, promovendo contação de histórias, brincadeiras,
visitas e atividades lúdicas junto às crianças e seus familiares.
Outro importante trabalho realizado pela entidade é
a produção de artesanatos e lembranças confeccionadas pelas voluntárias. Os
materiais são utilizados durante datas comemorativas, aniversários e atividades
recreativas desenvolvidas no hospital, levando conforto, esperança e
acolhimento aos pacientes durante o tratamento. Em
2022, quando a oncologia pediátrica foi transferida do Hospital da Criança para
o Hospital Regional do Oeste, o Núcleo de Voluntários Formigas do Bem-SACH
assumiram um novo desafio: transformar o ambiente hospitalar em um espaço mais
acolhedor para crianças e adolescentes.
Com o apoio da comunidade e de parceiros como o
Nucleovet, a entidade coordenou a revitalização completa da ala de oncologia
pediátrica. Salas de quimioterapia receberam nova ambientação, foram,
instaladas televisões, internet e criados ambientes que proporcionam maior
conforto durante longos períodos de internação.
Além da humanização dos espaços, a entidade também
atende demandas que vão além da estrutura física. Os voluntários auxiliam na
aquisição de medicamentos não disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde
(SUS), exames de alta complexidade realizados fora de Chapecó, cateteres
específicos para crianças e diversos materiais necessários para o tratamento.
Outro importante projeto implantado pelo núcleo foi
a criação da Sala de Atendimento Escolar Hospitalar, em parceria com a
Secretaria de Estado da Educação. A iniciativa garante que crianças em
tratamento mantenham o vínculo com a escola, permitindo que continuem seus
estudos mesmo durante o período de internação ou recuperação.
Atualmente, cerca de 60 crianças estão em tratamento
oncológico em Chapecó. Desde a implantação do serviço, aproximadamente 600
pacientes seguem sendo acompanhados pelas equipes de saúde e pelos voluntários
durante o período de monitoramento após o tratamento.
Segundo a coordenadora do Núcleo, Leiry Diva Gollo
Piva, toda essa estrutura só é possível graças ao trabalho voluntário e ao
apoio da comunidade e parceiros. “O Nucleovet tem sido um parceiro
extraordinário. Os recursos recebidos por meio dos simpósios e das ações
sociais contribuem diretamente para atender necessidades das crianças, desde
melhorias nos ambientes hospitalares até aquisição de medicamentos, exames e
materiais que fazem toda a diferença durante o tratamento. Cada apoio se
transforma em mais qualidade de vida, acolhimento e esperança para essas
famílias”, ressalta.
Leiry destaca que o trabalho do Núcleo de
Voluntários Formigas do Bem-SACH vai além da assistência material. “Nosso
objetivo é tornar o tratamento mais leve para as crianças. Trabalhamos para que
elas encontrem um ambiente acolhedor, possam brincar, estudar, comemorar
aniversários e viver momentos de alegria mesmo enfrentando uma doença tão
difícil. Isso só é possível porque existe uma grande rede de voluntários e
parceiros que acredita nessa missão”.
Assim como acontece nas demais visitas realizadas às
entidades beneficiadas, o Nucleovet pretende levar essa realidade para dentro
dos simpósios promovidos pela instituição. “Queremos que nossos congressistas
conheçam quem está sendo beneficiado pelas ações sociais dos eventos. Quando
mostramos o impacto dessas iniciativas, aproximamos as pessoas das causas e
fortalecemos uma rede de solidariedade que cresce a cada edição dos nossos
simpósios”, conclui Aletéia.