Fortalecer o apoio às entidades que atuam no cuidado à comunidade é um dos compromissos do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), que realizou nesta quinta-feira (26) uma visita à Rede Feminina de Combate ao Câncer de Chapecó. A entidade é beneficiada com recursos provenientes de parte das inscrições dos simpósios promovidos pelo Núcleo, destinados a ações sociais. Pelo Nucleovet, estiveram presentes a presidente Aletéia Britto da Silveira Balestrin, a 1ª tesoureira Claudia Moita Zechlinski dos Santos e a diretora social Celita Mattiello.
A visita
teve como objetivo conhecer o trabalho desenvolvido pela instituição,
acompanhar as ações realizadas com os recursos doados e reforçar a parceria com
a entidade, que será apoiada também nos próximos eventos do Nucleovet. As
visitas às instituições beneficiadas, tem o propósito de aproximar associados,
congressistas e a comunidade das ações sociais desenvolvidas.
De acordo
com a presidente do Nucleovet, Aletéia
Britto da Silveira Balestrin, a proposta é ampliar a visibilidade dessas
entidades e estimular novas doações. “Muitas pessoas escutam sobre as entidades,
mas não conhecem o trabalho que é desenvolvido. Nosso objetivo é aproximar,
mostrar o que está sendo feito e incentivar que mais pessoas se sensibilizem
com a causa. Durante os simpósios, queremos levar essas histórias ao público e
estimular a doação naquele momento, ampliando o alcance dessas ações”, destaca.
ATUAÇÃO
A Rede
Feminina de Combate ao Câncer atua há 43 anos em Chapecó e, desde 2007, mantém
uma Casa de Apoio que oferece hospedagem, alimentação e transporte gratuitos
para mulheres e crianças em tratamento oncológico vindas de outras cidades da
região. O espaço conta com 14 apartamentos com banheiro, além de toda a
estrutura necessária para acolhimento, incluindo alimentação, lavanderia e
transporte até as unidades de saúde.
Somente
em 2024, a entidade realizou a leitura de 23.366 exames preventivos, sendo
9.566 coletados pela própria Rede, o que representa cerca de 40% dos exames de
papanicolau do município, além de 13.800 exames coletados nas unidades da rede
pública de saúde. Atualmente, são realizados em média 800 exames por mês, com
foco na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do
útero.
Com o
apoio de 80 voluntárias e 16 colaboradores, a Rede desenvolve diversas frentes
de atuação, incluindo campanhas de arrecadação por meio do tradicional brechó
solidário, produção de artesanato e venda de produtos alusivos ao Outubro Rosa,
fundamentais para a manutenção dos serviços oferecidos gratuitamente à
comunidade.
Nos
últimos anos, a entidade também estruturou o Programa Acolher, voltado ao
acompanhamento de mulheres em tratamento oncológico em Chapecó. A atividade
inclui visitas domiciliares e hospitalares, identificação de necessidades e
oferta de suporte durante o tratamento, além de terapias integrativas como
reiki e escalda-pés, e atendimentos com profissionais como fisioterapeutas,
psicólogos e assistentes sociais.
Outro
importante eixo de atuação é a rede de apoio às pacientes, com a doação de
perucas, turbantes, lenços, sutiãs pós-operatórios, braçadeiras de compressão,
pomadas e produtos específicos para cuidados com a pele, especialmente em casos
de radioterapia. A entidade também realiza encontros, atividades e ações de
socialização, contribuindo para o bem-estar físico e emocional das mulheres
atendidas.
Segundo a
vice-presidente da entidade, Liliane
Sales Pedroso, a manutenção de toda essa estrutura depende diretamente das
doações e parcerias. “Todos os recursos que recebemos são destinados à
manutenção dos nossos serviços. A casa de apoio, por exemplo, exige
investimento constante em melhorias, manutenção e aquisição de equipamentos,
como ar-condicionado, mobiliário e até a necessidade de uma máquina de lavagem
industrial, devido ao grande volume de atendimentos. Esse apoio do Nucleovet é
muito importante, sendo aplicado diretamente nas nossas atividades”, ressalta.
Ela
também destaca que a atuação da RFCC vai além do atendimento clínico. “Nosso
trabalho envolve acolhimento em todos os aspectos. Oferecemos apoio social,
emocional e também promovemos atividades de integração, como encontros, cursos
e ações coletivas, que fazem diferença no enfrentamento da doença. Tudo isso
depende de recursos e do apoio da comunidade”, afirma.
O
Nucleovet busca levar esse trabalho para dentro dos simpósios, que reúnem
participantes de diferentes regiões do Brasil e do exterior. A proposta é
ampliar o engajamento do público, sensibilizar novas pessoas e fortalecer a
rede de apoio às entidades sociais. “A ideia é mostrar no palco, durante os
eventos, quem são essas entidades e o que elas fazem. Assim conseguimos
aproximar ainda mais o público e estimular novas doações, fortalecendo esse
trabalho que é essencial para a sociedade”, finaliza Aletéia.