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56 anos atrás

João Batista Lancini fala sobre a programação do XB SBSA

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Em entrevista exclusiva com o  Presidente da Comissão Científica o médico Veterinário João Batista Lancini destaca:

Qual será o tema das discussões do painel de 2014?

JB - “Neste ano, o Simpósio Brasil Sul de Avicultura será aberto com um painel focado para as oportunidades e os desafios da avicultura brasileira. Todos sabemos que estamos perdendo competitividade  devido à falta de políticas claras para o agronegócio e, também pelos problemas de infraestrutura, custo de mão de obra, tributos e legislações que criam mais barreiras frente aos nossos concorrentes internacionais.Vamos envolver técnicos da indústria e das entidades de classe, além de um tributarista, para esclarecer nossos colegas sobre os principais aspectos que impactam o nosso segmento e, intercambiarmos sobre sugestões que possam contribuir com as lideranças do setor”.

Sobre a programação, quais são os temas mais inovadores propostos nesta edição?

JB – “Na programação científica, como tema inovador, teremos a presença da Dra. Zehava Uni, da Universidade de Jerusalém, que apresentará as últimas tecnologias para melhorar o desempenho das aves, através da nutrição “in ovo” e da modulação da microbiota intestinal. Dra. Uni é reconhecida, mundialmente, por seu trabalho nesta área. Vamos abordar, também, outros aspectos críticos para a produção atual, como é o caso do controle de resíduos nas carnes, salmoneloses e as práticas de biosseguridade”.

Dos temas propostos pelo setor quais os mais atuais?

JB – “Também teremos temas que sempre são requisitados pelos colegas de campo, como o controle de pragas na avicultura,  manejo dos frangos de corte, manejo do arraçoamento e aspectos nutricionais que impactam no desempenho e na qualidade das carcaças também estão incluídos na nossa 15ª edição. Sempre buscamos adequar os temas do nosso simpósio à realidade do momento. É claro que temos inúmeras sugestões mas, temos que focar naqueles temas que, pensamos, podem contribuir diretamente para o trabalho de nossos colegas da agroindústria”.

 Sobre a sua gestão como presidente do Nucleovet o que pode apontar como conquistas?

JB – “Nestes dois anos à frente do Nucleovet (2011- 2012) , tive a grande oportunidade de conviver com médicos veterinários e zootecnistas de alto nível pessoal e técnico, engajados com o desenvolvimento do agronegócio. Foram muitas lutas, muita dedicação e alguns desafios que serviram para fortalecer nossa gestão. Ficamos mais unidos e conscientes dos objetivos que queremos atingir como entidade de classe. O Nucleovet é respeitado nacionalmente por sua linha de trabalho sempre voltada aos interesses dos colegas e da agroindústria. É uma forma diferente de trabalho. Como sempre faço questão de reforçar, são pessoas voluntárias e idealistas, muito dedicadas, que tiveram a oportunidade de crescer junto com o evento. A função do presidente de uma entidade como o Nucleovet, consiste, neste caso, em buscar fortalecer a união entre os colegas com o foco no nosso objetivo inicial, que é a educação continuada, para valorizar nossa atividade e contribuirmos, de forma prática, com o agronegócio. O Nucleovet vem num crescente de profissionalização e, em função de nossa filosofia de gestão, conquistamos o respeito de várias entidades de classe, universidades, empresas de pesquisa e, dos colegas das agroindústrias. Conseguimos realizar quatro eventos em 2013: os simpósios de avicultura, suinocultura e bovinocultura de leite, além de um seminário em conjunto com a Anclivepa-SC, para animais de companhia”.

JB – “Na área física do Nucleovet, concluímos um trabalho iniciado na gestão do Dr. Rodrigo Toledo, para regularizarmos a entidade, nos aspectos jurídicos e  contábeis e fizemos um reflorestamento em toda área livre da sede campestre. Além disso, o Nucleovet ganhou  cara nova, com a nossa nova webpage (www.nucleovet.com.br), que facilitou a integração com nossos colegas, bem como o acesso dos participantes aos diferentes eventos. Tudo está informatizado.

Uma novidade para 2014 será a construção de uma nova sede campestre na área de terras do Nucleovet. O projeto já está em andamento e, a nova gestão coordenada pelo colega Dr. Rogério Balestrin irá oferecer para todos os associados uma nova estrutura, já pensando nas atividades técnicas, sociais, esportivas e culturais futuras. Será um espaço amplo e moderno que o Nucleovet colocará à disposição de todos colegas e da comunidade de Chapecó já em 2014”.

Como o médico veterinário João Batista Lancini deixou a presidência do Nucleovet, diferente daquele que assumiu a entidade?

JB- “Ficar à frente do Nucleovet por dois anos foi uma experiência muito gratificante. É muito diferente do trabalho profissional. Ninguém é obrigado a fazer nada; tudo é feito por vontade, por decisão de colaborar com alguma causa e, para isso, foi preciso desenvolver uma habilidade nova, qual seja, de agregar um grupo de pessoas com diferentes opiniões, culturas e de diferentes áreas para aproveitar o lado positivo de cada um. As disputas internas sempre aparecem e exigem, algumas vezes, posições firmes para não perdermos o foco dos nossos objetivos originais. Tivemos que aprender a conviver com muitas diferenças, aceitar algumas críticas, mas felizmente como já comentei em outra oportunidade, elas  partem normalmente daqueles que nada fazem. Faz parte do processo. Aprendi a rever muitos conceitos e a respeitar ainda mais a opinião dos outros.

Outra experiência positiva à frente do Nucleovet foi a maior inserção social. Tivemos oportunidade  de interagir com a comunidade Chapecoense e aumentar a presença do médico veterinário e zootecnista em projetos sociais e de desenvolvimento. O reconhecimento da comunidade é resultado do trabalho de uma equipe diferenciada. Fazer o bem, pelo bem mesmo. Tivemos que crescer em vários aspectos ao mesmo tempo. De nada serve sermos os melhores técnicos do mercado se, paralelamente, não trabalhamos para colaborar com a comunidade, com as outras pessoas. Liderar a equipe Nucleovet foi uma honra, e esperamos que mais colegas possam contribuir nos próximos anos. As portas estão sempre abertas para as pessoas de bem. Somos um grupo pequeno mas, com objetivos muito grandes”.

Qual o desafio hoje como presidente da comissão científica de avicultura?

JB – “Nosso desafio à frente da comissão científica é o mesmo dos últimos 15 anos: buscar assuntos que atendam a demanda dos nossos colegas, contribuindo de forma prática para seu aperfeiçoamento profissional e pessoal e, também, atender às necessidades da agroindústria que precisa, cada vez mais, de pessoas que pensem e sejam capazes de inovar, frente aos desafios cada vez maiores que temos neste segmento. Como nosso tempo é limitado, temos que atender à demanda da maioria, os aspectos mais relevantes e mais requisitados. Mas, o formato atual do nosso simpósio permite, também, que as empresas fornecedoras possam apresentar suas novidades em palestras paralelas, direcionadas ao seu público-alvo específico”.

 



 

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