Notícias

Voltar
22/11/2021

Vantagens e desafios dos sistemas de alojamento free stall e compost barn


Vantagens e desafios dos sistemas de alojamento free stall e compost barn

A necessidade de aumentar a produtividade aproveitando ao máximo a área disponível e agregando eficiência, tem tornado cada vez mais comum a adesão ao confinamento na pecuária leiteira. Doutor em Construções Rurais e Ambiência, o professor Flávio Alves Damasceno trouxe ao debate desta quinta-feira (11) do 10° Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL) as vantagens e desafios dos sistemas Free Stall e Compost Barn nos sistemas intensivos de criação.

Damasceno ressaltou que não existe o melhor sistema, mas sim o sistema que é melhor manejado. A preocupação com o animal é o que mais importa. “Não podemos pensar apenas nos recursos financeiros, temos que oferecer ao animal uma nutrição adequada, uma dieta balanceada e conforto. O produtor precisa pensar como um empresário, investindo no animal para dar a ele todas as condições de produzir mais e com maior qualidade”.

Entre os sistemas intensivos, o Free Stall e o Compost Barn se destacam por proporcionarem melhores condições de saúde, conforto térmico e bem-estar aos animais. “Se eu confino, aumento a eficiência produtiva. As instalações também permitem conforto térmico, praticidade no manejo da alimentação, estabilidade da dieta ofertada e os animais têm melhores escores de limpeza. Tudo isso reflete na qualidade do leite.”

No free stall, os animais possuem camas individuais delimitadas por baias. As grandes vantagens desse sistema estão relacionadas à economia nos custos operacionais, pois não há necessidade de uma pessoa para revolver a cama; a mecanização é facilitada; os animais se exercitam regularmente e é mais prático dividi-los em grupos de raça ou produção.

Em contrapartida, são desvantagens o custo maior para construir uma instalação se comparado ao compost barn; é maior a exigência de aprimorar o cuidado no manejo da limpeza; aumenta a competição por baias, especialmente próximo ao corredor de alimentação, e há menor atenção individual ao animal.

Já o compost barn é um formato de alojamento mais recente. Originário nos Estados Unidos, já é operado em países como Itália, Canadá e Israel e tem cada vez mais se popularizado na América do Sul. O sistema é composto por uma área de descanso com cama e uma pista de alimentação com piso de concreto. É vantajoso especialmente por permitir que os animais permaneçam soltos em uma grande área, recoberta por uma cama mais macia. “Nesse caso, diminui a probabilidade de problemas no casco, já que o material da cama é mais confortável. Além disso, há uma melhor detecção de cio, a longevidade é superior, é mais barato construir as instalações e o manejo de dejetos é mais simples”.

Por outro lado, há dificuldade de encontrar materiais para a cama, que é composta por serragem ou maravalha. “O manejo da cama é delicado, há maior produção de poeira e gases nesse sistema, o custo energético é maior, assim como o custo de manutenção, pois exige uma pessoa para manejar a cama. Além disso, por se tratar de um sistema relativamente novo, ainda falta muito conhecimento técnico e profissional para auxiliar o produtor”.

Analisando os prós e contras de cada sistema, o engenheiro agrícola salientou que o sucesso de cada sistema vai depender do manejo realizado. O produtor precisa dar atenção desde o momento do planejamento da construção das instalações até simples práticas de rotina. “É necessário fazer um controle de custos de produção e conhecer todas as operações para encontrar alternativas que contribuam para aumentar a produtividade”, concluiu.

10º SBSBL

O 10° Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), com transmissão a partir de Chapecó (SC). Paralelamente ao evento, ocorre a 5ª Brasil Sul Milk Fair virtual.

APOIO

O 10º SBSL tem apoio da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa, do Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC (CRMV/SC), da Embrapa Gado de Leite, do Icasa, da Prefeitura de Chapecó, do Sindicato dos Produtores Rurais de Chapecó, do Sistema FAESC/SENAR-SC, do Sindirações, da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc) e da Unochapecó.

Outras notícias:


link externo