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14/09/2020

SC: Medidas de Controle da Brucelose e da Tuberculose forma discutidas em live do Nucleovet


SC: Medidas de Controle da Brucelose e da Tuberculose forma discutidas em live do Nucleovet

No dia do Médico Veterinário, o Nucleovet – Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas, promoveu o debate online "One Health": “Medidas de controle da Brucelose e da Tuberculose em Santa Catarina”. A transmissão, realizada pelo canal do Nucleovet no Youtube no dia 09 de setembro, reuniu Karina Baugartem - Médica Veterinária Especialista em Defesa Sanitária Animal e em Controle de Qualidade de Alimentos e Coordenadora do Programa Estadual de Erradicação da Brucelose e Tuberculose Bovídeas e do Programa de Sanidade de Ovinos e Caprinos - CIDASC e Luciane Surdi Medica Veterinária e Presidente da CIDASC. Mediaram o debate será o Médico Veterinário Antônio Carlos Ferreira Zanini e a jornalista Eliana Panty.

A discussão permeou o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose, especificamente a portaria 16, da Secretaria Estadual de Agricultura de Santa Catarina. Luciane Surdi ressaltou que o documento visa a redução da incidência da tuberculose e brucelose no Estado e que está uma meta do governo atual. "Quando falamos no conceito de saúde única, essa portaria resultará na mudança de comportamento e das ações da Cidasc, que é um marco para a sanidade animal do Estado e também um grande desafio".

Um dos grandes desafios dessa jornada, afirmou Luciane, é o número reduzido de médicos veterinários habilitados em algumas regiões catarinenses. "Sabendo que temos mais de 20 faculdades no Estado, é uma grande oportunidade para médicos veterinários buscar uma habilitação". Ela ainda indicou a necessidade de apoio das prefeituras para alocar veterinários nas regiões com ausência de atendimento. "Sabemos que a brucelose está muito mais presente no gado leiteiro, mas também temos que pensar no rebanho de corte, que é pouco testado".

Karina destacou que SC é vitrine do programa do Ministério da Agricultura por ter a prevalência mais baixa dessas zoonoses. Ela também apresentou dados da prevalência da tuberculose e brucelose em território catarinense e a determinação da portaria em realizar exames em todos os animais a cada três anos.

Sobre este trabalho, Karina pontuou dois desafios principais. Um deles é o entendimento do consumidor, que tem a ideia errônea de que o produto lácteo que não passou pela indústria é melhor. “Não estou dizendo que o artesanal não seja bom, mas sanitariamente deve cumprir os requisitos para preservar a saúde”. Enfatizou a necessidade de conscientizar o consumidor a verificar se o produto, mesmo artesanal, passou inspeção. O segundo desafio, diz ela, requer contar, cada vez, mais com os serviços de inspeção, de leite e de carnes. "Encontrar os problemas, saneá-los, evitar que as pessoas se infectem e trabalhar por uma saúde única".

Mediador da live, Zanini enfatizou que, muito antes da pandemia, o Nucleovet já abordava o conceito de One Health – saúde única em seus eventos. "Neste termo, destaco duas palavras interessantes citadas nesta apresentação. Saúde única é integrada e dissociável, ou seja, envolve a saúde animal, a saúde humana e o meio-ambiente”. Representando o Nucleovet, Zanini lembrou que, diante da impossibilidade de realizar os eventos presenciais, a entidade promoveu essas discussões no ambiente digital. “Porque é preciso falar para fora da cadeia produtiva, fazer com que essa consciência chegue na população e interfira nas políticas públicas", finalizou.

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